Contos de Fadas e os consumidores atuais, parte três – A Bela e a Fera

terça-feira, 7 de junho de 2016 | Postado por: Bela

A princesa que está em alta nesses últimos dias graças ao teaser da adaptação live-action da Disney já teve diversas versões da história como todas as outras, no entanto, ela é um tradicional conto de fadas francês e sua primeira versão foi publicada por Gabrielle-Suzanne Barbot, Dama de Villeneuve em La Jeune Ameriquaine et les Contes Marins, em 1740. Com a versão inglesa surgindo em 1757.



Seja na versão humilde e ingênua como era retratada nas versões originais, ou na versão da
Disney que a transformou numa mulher inteligente e decidida, ela dá margem a vários estilos da mulher contemporânea.

Em primeiro lugar, o perfil da mulher que acredita que é possível, pela força do amor, mudar a maneira de seu companheiro após o casamento.
Aquelas mulheres que acabaram se casando com um homem preguiçoso, porco, que vive as suas costas, acreditam que com esforço (e por que não, um pouco de passe de mágica) ele passe a ser um homem empenhado e trabalhador.
Mas, por um outro lado, existe a mulher contemporânea companheira. Aquela que ficará ao lado dele não importa o que aconteça. A relação dos dois seria a metáfora perfeita para as juras do casamento ''na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença'', e também por que não no ''na feiura e na beleza''? Visto que muitos casais buscam pela perfeição exterior, esquecendo-se do interior. Seria o jeito certo de interpretar o conto para a nossa realidade.

Estudos mostram Bela como uma mulher forte. A flor, sempre presente em todas as versões do conto, possui um simbolismo grande por trás disso.
A personagem em si, pode ser considerada como um desabrochar da flor, no início, pequena, tímida, mas já mostrando o potencial em si, até crescer e se mostrar todo seu conteúdo.
Fera a queria para quebrar o encanto, mas pode-se ver, em qualquer escrita, que o amor floresceu disso. No conto original, ele ficou doente com a falta dela. Mostrando que muitos homens precisam de uma mulher para sobreviver.



• Tudo pela família

Como já foi mostrado anteriormente, Bela é a garota que acha que as pessoas mudarão por causa dela, que acredita no amor verdadeiro. É tipo de mulher com princípios fortes e um tanto altruísta. Ela preza pela família acima de tudo. Mesmo que essa falta de amor próprio a deixe ser “abusada” de certo modo, tanto pelos pais quanto pelo marido e até pelos filhos, ela acredita que um dia as coisas serão diferentes, que as pessoas vão mudar por causa dela.
Para atingir esse tipo de consumidora é necessário levar em conta essa paixão pela família, por isso é preciso vender a ideia de união familiar junto a mudança. Mas de um modo bem inconsciente. É necessário que ela se sinta a responsável pelo melhoramento do lar.


• O monstro ignorante

Diferente dos outros contos, o príncipe encantado dessa história sofre tanto quanto a heroína.
A maldição dessa vez está nele, e diferente das outras histórias onde o príncipe chega apenas no final para “salvar” a princesa, este príncipe depende diretamente da sua amada para continuar vivendo.
O reflexo da Fera é o homem atual é acha estar no poder, mas é totalmente dependente da mulher com que vive, tanto a mãe quanto a esposa. Ele grita, dá ordens, é ignorante, machista, maltrata as pessoas que ama apenas para se sentir no comando, já que, no fundo ele sabe que é totalmente dependente dos outros e este é o modo não admitir isso.
Este consumidor é facilmente atingido por tudo que vende a imagem de superioridade e machismo. Ele consome apenas por status, acaba comprando mais do que precisa, e muitas vezes se endividando. 

Concorda com está análise? Tem algo a acrescentar? Mandar pra gente!
Semana que vem temos nossa última análise com A Bela Adormecida, nos aguarde ;D

Um comentário:

  1. Hello eu aqui novamente! Sempre gostei desse conto de fadas, apesar de ser fã de Alice no País das Maravilhas (sinceramente, me sinto bem próxima dela!). Mas, ai está a mudança de acordo com as épocas. Quem hoje não acreditaria que poderia mudar alguém só por você ser você mesmo. Eu não tenho essa fantasia, mas acabamos por nos deixarmos levar por algo assim, principalmente quando se trata de relacionamentos amorosos, sempre tem um parceiro que acha que pode ser a mudança na vida do outro. Em pleno século XXI sabemos que não é assim que se faz "heavy metal".

    Beijos
    Karolini
    womenrocker.blogspot.com.br

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