‘’O cemitério de Praga’’ e a saída do meu comum

sexta-feira, 11 de março de 2016 | Postado por: Bela


Que eu sou uma romântica incurável vocês devem ter percebido. Então é basicamente isso que eu procuro quando estou lendo alguma coisa. Acho que minha única leitura de algo sem romance e que eu realmente gostei foi ‘’Death Note’’ e isso que ainda dá pra shippar os personagens na esperança de que algo aconteça ali.
Dessa forma, já rejeitei alguns livros (e séries, btw) porque não haviam chamado minha atenção fora da minha bela bolha.
Eis que fui presenteada com ‘’O cemitério de Praga’’ de Umberto Eco e como era presente de uma amiga muito legal e título, capa e frase final me atraíram, pensei ‘’Ah, não vou trocar’’. Sem contar que meu namorado (que também é meu reviso) disse que seria bom uma leitura mais encorpada (ele ainda estava traumatizado com a rapidez da escrita da Suzanne Collins na trilogia dos Jogos Vorazes).
Sem mais delongas, eis do que se trata o livro:

''Personagens históricos em uma delirante trama fantástica. Trinta anos após O nome da rosa, Umberto Eco nos envolve, mais uma vez, em uma narrativa vertiginosa, na qual se desenrola uma história de complôs, enganos, falsificações e assassinatos, em que encontramos o jovem médico Sigmund Freud (que prescreve terapias à base de hipnose e cocaína), o escritor Ippolito Nievo, judeus que querem dominar o mundo, uma satanista, missas negras, os documentos falsos do caso Dreyfus, jesuítas que conspiram contra maçons, Garibaldi e a formação dos Protocolos dos Sábios de Sião.
Curiosamente, a única figura de fato inventada nesse romance é o protagonista Simone Simonini, embora, como diz o autor, basta falar de algo para esse algo passar a existir...''

Não vou dizer que foi uma das melhores experiências da minha vida, mas acho que isso poderia influenciar vocês.
Posso dizer que foi interessante. A trama é narrada de um modo que de um jeito ou de outro você queira saber como diabos o personagem acabará no final. Você é apresentado a toda escória e sujeira da época, te fazendo ficar com uma certa repulsa pelo ser humano e sua mania se sempre querer tirar proveito de alguma situação.
No entanto, por baixo de toda essa escrotisse, o personagem ainda aprecia uma boa comida e me deixou com fome durante várias passagens. E isso que eu nem sabia o que era exatamente metade das coisas que ele comida.
Outra parte que foi importante para mim foi o seu talento em tipografia e como ele ‘’roubava’’ a letra dos outros. Cartas e documentos escritos eram tão importantes que ferravam com a vida de uma pessoa mais do que um print do Whats. Acho que eu queria que a tipografia ainda fosse vista assim. Sempre guardei em mim esse desejo de conseguir copiar a letra de alguém e certamente este livro o alimentou. Mas vou parecer normal e dizer que canetas de pena ou de tinta ainda tem seu charme e poderia ser uma arma mais efetiva do que uma pistola.
Como o livro é misturado com fatos da realidade, cabe a você decidir se leva em consideração esses ‘’bastidores’’ ou se acredita no que a história real diz.
De qualquer maneira, sair do comum amplia sua mente e mesmo que não seja 10/10, é certamente algo que deveríamos fazer de vez em quando.


Se alguém mais tiver lido este livro, por favor entrar em contato, porque eu nunca tive com quem dividir experiência xD

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