Treinando para amar a si mesma

domingo, 7 de fevereiro de 2016 | Postado por: Bela

É fácil dizer que a outra fulana é bonita. É fácil para alguém da sua família dizer o que você quer ouvir, mesmo quando seus ouvidos estão ignorando. Assim como é fácil analisar cada pequeno defeito e esquecer de todas as qualidades que tem.

Entre tropeços e cabeça erguida, o que mais vejo é a luta constante da mulher para aceitar a si mesma dentro do quadro imposto pela sociedade. E isso é algo que eu vejo desde sempre. Desde que estava na escola e era zoada por ser a mais gordinha. Eu vivia em dois momentos, aqueles em que dizia ‘’quem me amar tem que me amar do jeito que eu sou’’ e no outro estava fazendo umas loucuras para ver se parava de engordar.

E não vamos negar que não fazemos loucuras. Nós deixamos de comer. Forçamos a vomitar. Fazemos experimentos com remédios e cremes milagrosos e por aí vai.

Então desde meus doze anos o estigma seguia. Só que aos quinze eu emagreci. Não sei como, mas emagreci. Imagine só como foi estranho do nada todo mundo que convivia comigo durante os últimos anos (nunca mudei de escola) começar a dizer ‘’Nossa, como você está linda!’’. Cara. Como assim? Eu não era linda antes? Minha família mentia pra mim? Mas eu era novinha, que continuassem com os elogios.

Só que o tempo passa e eu não virei um palito. Os tempos de gordinha ainda são remanescentes nas minhas gordurinhas extras nos braços e na barriguinha, assim como nas estrias que marcam 20% por cento do meu corpo. E com o tempo eu comecei a analisar mais do que as outras meninas sofriam além de mim.

E é triste notar o sobe e desce de auto estima em cada uma. Acho lindo ver mulheres que conseguiram sair da cerca e serem felizes como é. Porque, vamos combinar, as regras deveriam ser:

- Seja saudável, viva mais.

- Sinta-se bem consigo mesma.

- Não faça algo que menospreze o corpo que sua alma carrega.

Seria legal se você lesse isso e já saísse por aí sentindo-se uma entidade cósmica de outra galáxia, mas bem sei como o processo às vezes não depende só de uma auto avaliação e não é vergonha nenhuma procurar uma ajuda.


Que tal irmos juntas para um mundo com mais amor próprio? <3

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